Por Higor Maffei Bellini
Não sou me estender muito, hoje. Mas voltarei a questão em breve, hoje só vamos deixar registrado o pensamento.
Se a torcida, encabeçada pela organizada, levar adiante a história de fazer uma coleta, uma "vaquinha" para a torcida pagar a dívida do clube, relacionada a construção do estádio, junto ao banco que funcionou a construção há a necessidade de ser pensado o seguinte:
1 é uma doação do dinheiro, para o clube? Se for quem pagará o imposto?
2 se não for doação, o que será? Pois o se o dinheiro vai sair do torcedor, para pagar a dívida, como vamos lançar isso contabilmente?
3 vai ser uma transferência da dívida do banco, para a torcida? Como se a torcida comprasse a dívida?
4 se for uma transferência de dívida e a torcida perdoar a dívida, não deixa de ser uma doação disfarçada, que pode gerar multa e impostos? Se sim quem pagará?
5 como controlar que pagou e o quanto pagou? Especialmente se for para colocar o nome da pessoa em um memorial? Como fica a questão do sigilo fiscal?
6 permitir isso não é permitir a torcida organizada assumir um protogonismo político, que pode ser prejudicial ao clube, já que administrar o clube não é só futebol?
7 em último mas não menos importante, poderia o banco não aceitar receber de um terceiro, sem ter a certeza da origem do dinheiro em razão das políticas de complaiance?
Não sei, todas as respostas, mas eu não vi ninguém discutindo essas questões importantes, só vejo a discussão como galhofa, ou como algo folclórico. Então resolvi ao menos dizer que deve ser discutido, como foi discutido quando o construtor do outro estádio, teve a sua dívida com o banco, comprada por outro banco, quando todos falaram que esse foi o primeiro passo para a mudança na gestão da arena.
Já que a questão de fundo, não é tão distante uma da outra