Por Higor Maffei Bellini
No Brasil, as palavras no esporte, especialmente no futebol, parecem viver num campo semântico próprio, oblíquo, duvidoso e frequentemente desconectado da sua origem.
O fenômeno não é meramente linguístico, mas estrutural e cultural. As palavras aqui são usadas como quem dribla: com intenções escondidas, direções inesperadas e resultados incertos, sem muita ligação com o contexto originalmente empregado.
Tomemos como exemplo o termo liga. (...)