Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

Por Higor Maffei Bellini

 

Estas são as bases esta ponderação sobre os critério para a presença do publico, naquela partida a ser disputada: https://www.efl.com/news/2021/april/carabao-cup-final-events-research-programme--ticketing-details/ e esta: https://www.skysports.com/football/news/11095/12274216/carabao-cup-final-manchester-city-and-tottenham-receive-2-000-tickets-each-at-wembley-with-covid-testing-requirements-in-place 

 

Por determinação do Governo excluídos estão os torcedores: menores de 18 anos, grávidas e pessoas vulneráveis.

 

E é sobre isto que vamos tratar agora, não vamos falar sobre a presença do publico, que está voltando aos poucos aos estádio, e voltaram ainda mais com as vacinas sendo aplicadas, sendo possível ainda como já defendi anteriormente se utilizar o estádio onde será a partida, como posto de vacinação para apenas permitir que tenham acesso ao interior do estádio os que já se vacinaram, se não tiverem tomado  vacina antes, podem tomar no dia do jogo.

 

Mas vamos tecer alguns comentários sobre até que ponto é licito impedir a entrada de alguns torcedores e barrar a de outros, que antes da covid eram admitidos.

 

A questão que vejo é que o governo tentando cumprir o seu papel de zelado da saúde publica, pode proibir a entrada de qualquer pessoa, em qualquer lugar, até por isso é colocada a restrição de idade para que os pequeno possam assistir a determinados filmes.

 

Os estádios de futebol, até a questão de uma década quando começaram a sofrer uma elitização no publico, em razão dos elevados valores dos ingressos, cobrados pelo times sob a singela argumentação de que precisavam pagar elevados salários aos atletas, o que não se sustenta, já que o publico no estádio não é algo de extrema relevancia para o pagamento das constas, ficando longe da cota de televisão/striming ou patrocínios. Sempre foram um lugar de integração de diferenças sociais. Por isso excluir torcedores soa estranho aos amantes antigos do futebol.

 

Podemos, sim, discutir se esta pessoas estão mais desprotegidas que aquelas com mais idade e sem comorbidades, que não tomaram vacinas. Podemos discutir que todas as pessoas tem o sagrado direito a ir e vir, onde desejarem, mas  não podemos negar o dever do Estado de buscar as melhores praticas de saúde publica, o que pode incluir a proibição de pessoas com algumas características nos eventos actualmente.

 

Assim no nosso entender o Estado Bretão agiu certo ao buscar preservar a saúde deste grupo de pessoas, neste momento em que ainda não conseguiu vacinar toda a sua população.