Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

Por Higor Maffei Bellini. 

 

Se para a imprensa e federações o futebol feminino é um produto, como é o masculino, por qual razão se colocam jogos em horários inapropriados, para o torcedor ir ao estádio, prejudicando a procura pelo produto? É a pergunta que precisa ser respondida com urgência.

 

Pois colocar uma partida de futebol feminino, o mesmo vale para o masculino, principal ou adulto, no meio da tarde, ou ainda que seja às 18h, é não querer que se tenha torcida presente no estádio.

 

As pessoas, ao menos a grande maioria, ainda trabalha em horário comercial, das 9 às 18h. Não conseguindo ir ao estádio por estar trabalhando.

 

Ou seja, tem-se o gasto para a abertura dos portões, o chamado custo operacional, sabendo-se que não haverá público presente no estádio.

 

Não basta dizer que haverá público acompanhando pelas redes sociais, pelos canais dos clubes na internet ou ainda na televisão para justificar esses horários desrespeitosos com a torcida.

 

O produto precisa ser ofertado em condições de ser consumido pelo comprador. Se não, ele se deteriora ou, pior, nunca cai no gosto do consumidor.

 

Não adianta a FIFA dizer que o futebol feminino precisa existir, como uma obrigação para os clubes, se ele não é tratado como um produto vendável que precisa gerar a sua própria receita.

 

Pois, desta forma como é tratado e colocado à disposição do torcedor, se deixar de ser obrigatório, as equipes femininas acabarão, quando terminar a obrigatoriedade.

 

Essa forma de marcar os jogos, sem pensar em como levar o público para o estádio, retira a possibilidade da equipe ter lucro com a presença de público. Sendo retirada uma fonte de receita dos clubes.

 

E na atualidade salarial dos clubes de futebol feminino, eles não podem abrir mão desta fonte de renda. Já que o clube não tem condições de manter esse nível de salário, sem receitas.

 

Então, se é um produto, que seja tratado com algo que precisa ser comprado pelo consumidor. Não como algo que fica só exposto na vitrine para dizer que existe.