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Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

Por Higor Maffei Bellini 

 

Racing Club, tradicional clube argentino, anunciou uma mudança importante: a partir de agora, na política de vendas dos ingressos para os jogos, como mandante, no estádio Presidente Perón, serão vendidos exclusivamente aos sócios. A medida entra em vigor já no próximo jogo contra o Estudiantes de La Plata. 

 

Com isso, o clube restringe o acesso de torcedores não associados, mesmo em setores que antes eram abertos ao público geral.

 

Ou seja, o simples fato de alguém torcer para o clube não o qualifica para poder comprar o ingresso e ir ao estádio.

 

A venda será feita apenas pela plataforma oficial do clube e somente sócios com a mensalidade de julho em dia poderão garantir seu lugar nas arquibancadas. A exceção fica por conta dos setores destinados a torcedores visitantes, conforme exigência da Conmebol em jogos internacionais.

 

Essas possibilidades de existir torcida visibilidade em jogos internacionais, além de cumprir as normas da Conmebol. Demonstram o respeito do clube ao direito dos adversários irem ver os jogos, demonstrando que não desejam a torcida única nesses jogos.

 

À primeira vista, a decisão pode parecer radical, por afastar o torcedor comum do estádio. No entanto, ela carrega uma lógica clara: valorizar quem mantém o clube de pé, independentemente dos resultados em campo. 

 

O sócio é quem garante o fluxo financeiro contínuo, quem acredita no projeto e colabora diretamente com a saúde econômica da instituição, inclusive nas contratações de novos jogadores. Assim, mais do que uma exclusão, a medida representa um reconhecimento a quem sustenta o clube no dia a dia.

 

E aqui no Brasil não estamos muito longe disso, com os programas de sócio torcedor, que nada mais é que um programa de fidelidade, no qual o torcedor mensalmente paga um valor para ter direito a entrar em uma fila para tentar comprar o ingresso para o jogo.

 

A diferença é que lá o sócio do clube é valorizado, com o direito a comprar o ingresso. Enquanto aqui o sócio e tratado como um cliente de terceira classe, na hora de comprar o ingresso, já que é obrigado a também pagar o programa de fidelidade para pode tentar comprar seu ingresso, ao invés de o poder fazer só pelo fato de ser sócio