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Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

Por Higor Maffei Bellini 

Durante muito tempo, ser presidente ou diretor de um clube de futebol era quase um ato de amor, uma paixão pelo jogo, pelo clube da terra ou até por uma carreira política ou empresarial com visibilidade. Mas, nos últimos anos, isso tem mudado e muito.

Hoje, cada vez mais vemos presidentes e diretores de clubes a tornarem-se donos ou sócios de Sociedades Anônimas do Futebol (as famosas SAFs). Por quê? Porque perceberam uma coisa simples: o futebol dá dinheiro. Muito dinheiro para quem sabe trabalhar nesse meio.

Por isso que, quando deixam seus cargos esses dirigentes, buscam, de alguma maneira, comprar ou se tornar sócios de uma SAF.

Quando o clube se transforma numa SAF, abre-se a porta para algo que antes não era possível: lucro direto.

 Deixam de ser apenas gestores temporários do clube e passam a ser proprietários ou sócios de uma empresa.

Isso significa que tudo o que o clube gerar, seja com transferências de jogadores, bilheterias, direitos de transmissão, patrocínios ou mesmo investimentos paralelos como lojas, academias ou experiências VIP, pode ir diretamente para o bolso dos donos.

Ou seja, quem está no comando já não quer apenas o prestígio que ser um dirigente esportivo traz. Quer também o retorno financeiro. 

E o futebol, com a sua capacidade de mover multidões, vender produtos e gerar audiências milionárias, tornou-se um dos negócios mais atrativos para investidores que sabem onde pisar.

Não é por acaso que vemos clubes históricos a mudar de mãos, empresários a entrarem no jogo e fundos de investimento a apostarem forte em equipas que, até há pouco tempo, eram geridas quase de forma amadora.

Este novo cenário levanta muitas questões sobre o futuro do futebol como o conhecemos, pois nas SAF o objetivo é gerar lucros aos donos. Não é mais apenas não ter prejuízo.

Mas uma coisa é certa: quem manda nos clubes já não é só torcedor apaixonado, é também empresário de olho nos lucros.