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Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

Por Higor Maffei Bellini 

 

Sem entrar nas razões , até porque, no presente momento estarmos tratando apenas de uma hipótese, de jogadores e do técnico vierem a púbico dizer que não querem disputar a Copa América. O que acontece?

 

Antes vamos lembrar que a CBF a Confederação Brasileira de Futebol é uma empresa privada.

Não tem relação com o governo brasileiro, nem representa o Estado.

Assim recusar a convocação para disputar a Copa América, pedindo dispensa da seleção depois do jogo de terça-feira, para o caso dos atletas, que são convocados para jogos ou torneios.

Lembrando que não existe atualmente seleção brasileira permanente, não é pedir demissão de um emprego, já que, o atleta é empregado do clube e não da seleção.

Como também não é se negar a servir a pátria, já que legalmente não existe a pátria de chuteira.

O único que pede demissão é o técnico, que atualmente no Brasil é empregado da CBF.

Então para o atleta nada muda para ele, já que mantém o seu emprego fora. E que pode voltar a ser convocado no futuro, em razão do bom desempenho com a camisa do seu empregador, pela pressão popular. Ou seja se garante na bola.

O técnico é quem perde o emprego, por sua livre escolha,  ficando desempregado. E com pouca chance de voltar a seleção a curto e médio prazos.

É preciso lembrar que qualquer técnico desportivo é cargo de confiança do presidente da instituição. E por isso a volta não depende apenas de resultados esportivos e pedidos populares.

Ou seja, Higor o que se passa se eles não quiserem jogar?

Como diriam meus amigos de língua espanhola "passa nada" é vida que segue, explico:

O Técnico é substituído por outro que aceite disputar a Copa América e seguir o trabalho para a Copa do Mundo.

Os atletas saem de ferias, se vierem de clubes europeus onde a temporada acabou, e ficam vendo os jogos pela TV.  Já que outros jogadores serão convocados para  este Torneio e aceitarão já que pode ser a chance destes despontarem para times do exterior garantindo a independência financeira e porque não ganhando um lugar na seleção.

A recusa dos atletas e do técnico atual em nada impede a realização do evento, já que podem ser substituído como se substitui aquele que deixou de ter papel fundamental na seleção pela idade que avançou, pela perda de capacidade técnica ou por não mais ser considerado merecedor de ali estar.

É duro, mas é real, o que é permanente e quem disputa a competição é a entidade CBF e não as pessoas que passam por ela, que um a deixarão. Que podem antecipar o término do seu ciclo na seleção pela recusa.

Mais uma vez para firmar, não há viés político neste análise. Até porque eu sempre advoguei que o atleta que se sente inseguro, em razão do risco pessoal de se contaminar pode se recusar a jogar. Há apenas uma análise administrativa e jurídica do que acontece no dia seguinte a uma possível recusa em disputar a competição