Palmeiras X Corinthinas, um derby sem gênero.
O jogo Palmeiras contra Corinthians, também chamado de Derby é para o dono deste blog, porque blog tem dono sim, o maior clássico do planeta terra.
Sabem por quê?
Porque é o que acontece na minha cidade; na cidade em que nasci, São Paulo; no estado de São Paulo, no meu país o Brasil.
Não é uma simples visão de um menino que cresceu nos anos 1980, quando ainda não havia a facilidade de trocas de informações com outros países para saber de outros times, de outros clássicos, como é o caso do clássico entre Milan e Inter, de Benfica e Sporting ou ainda entre Boca e River. Mas a visão de alguém que entende que tenho de pensar e agir localmente se quiser entender o mundo.
Nenhum clássico pode ser o mais importante que o de dois times da mesma cidade, pois para o torcedor não há razão de existir um clássico sem se possa tirar sarro ou atormentar um amigo no trabalho, na escola ou em qualquer lugar da sua cidade.
Imagine se o Barcelona ganha do Real, e eu, que não conheço nenhum Merengue, terei alguém para atormentar no dia seguinte. Que Clássico é essa para mim?
Em 16 de Novembro de 2020 o Derby, o Palmeiras x Corinthians, o Clássico dos Clássicos, ganhou mais um detalhe para abrilhantar a sua história: foi a vez das equipes femininas se enfrentarem no segundo jogo da semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino de 2020. Que ao contrario do masculino não é de pontos corridos, ainda bem.
Este nova faceta do clássico infelizmente não foi boa para as Palestrinas, mas o que valeu é saber que as torcidas abraçaram as equipes, foram até os hotéis acompanhar a saída das jogadoras para o estádio, incentivaram as equipes. Foi o máximo possível, já que não é permitida a presença de público nos estádios no Brasil actualmente em razão da COVID19, mas para o futebol feminino foi importante, porque demonstrou que as torcidas abraçaram as equipes femininas e não aceitarão no futuro a desactivação destas equipes.
Para os torcedores não há mais distinção entre torcer pelas equipes masculinas ou femininas, pois estão torcendo pelas “camisolas”, como dizem os portugueses.
Com isso, é claro, virão também doses maiores de cobrança às jogadoras, comissão técnica e corpo directivo, já que como disse o Tio (Bem) do Peter Parker: com grandes poderes vêm também as grandes responsabilidades.
Assim meninas, de ambas as equipes, sejam bem vindas ao maior clássico do mundo, aquele que faz uma das maiores cidades do mundo parar por uma semana antes e uma semana depois.