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Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

A importância de se ter uma bo aimagem, no momento de parar

Por Higor Maffei Bellini

 

Olá a todos, um bom dia para quem é de bom-dia, e uma boa noite, para quem é de boa noite.

 

Mas porque falar de fechamento de ciclos, no esporte? Simples, porque como na vida no esporte tudo tem um início, um meio e um fim. Talvez, um ciclo por lembrar um círculo não seja o melhor termo, mas, por ter se popularizado será aqui usado.

 

Tudo no esporte chega a um fim, que pode demorar alguns anos, talvez séculos, mas tudo chega a um final, se não encerrando aquele determinado esporte, um determinado time, aquela parceira comercial, também chamado de patrocínio, ou a carreira de um jogador.

 

Como exemplos de esportes que não existem mais temos as justas medievais aquelas competições de cavalheiros que aconteciam na idade média, em tempos de paz, para treinamento dos cavalheiros e diversão da população. E existia ainda a corrida de bigas que é representada em uma das mais clássicas cenas do cinema, no filme "Bem Hur" do qual eu prefiro a versão original com Charlton Heston 

 

Estes esportes deixaram de existir, em razão das mudanças na sociedade, que já não os consideram como esportes, com o algo destinado ao entretenimento das massas, já que o desporto também serve para a diversão da população, desde os tempos do Imperio Romano.

 

Como exemplo de times que deixaram de existir, vamos trazer alguns exemplos de times de futebol, por se este no Brasil e em grande parte do mundo o esporte mais popular. Sendo a extinção de times algo que é tratado em sites, jornais e revistas de tempos em tempo.

 

Em termos de patrocínio podemos citar a era Pamalat, por ter silo longa de 1991 até 2000, que elevou a patrocinadora a um nível de conhecimento de marca no Brasil, que não tinha antes do contrato com a Sociedade Esportiva Palmeiras, que viveu um era de ouro nos anos 1990, sendo multi campeã.

 

Não há necessidade de nominar nenhum jogado, para exemplificar o final de um ciclo, já que todos os jogadores, como todo e qualquer profissional de qualquer área se aposenta, deixando a atividade, para permitir que a nova geração venha a ocupar o seu lugar, até porque os clubes precisam abrir espaço para os jogadores, que sobem das categorias de base, até porque se assim não o fosse não haveria motivos para se investir na formação de atletas.

 

E o nosso tema é justamente este o momento que  o atleta, mas, também pode se pensar no técnico, no preparador físico e de goleiros, e dos dirigentes estatutários, aqueles que não recebem pelo seu trabalho, precisa deixar o futebol para se dedicar a outras atividades, nem, que seja se dedicar apenas a sua família e utilizar os valores que arrecadou durante a carreira.

 

O final da carreira esportiva, pode e deve ser planejado pelos atleta com antecedência. Diria eu que desde de assinatura do primeiro contrato como profissional. para que no momento do ultimo contrato o atleta ou já esteja estabilizado financeiramente, ou tenha se preparado para desempenhar outras actividades e porque não dizer já estar na cidade ou no pais, que deseja fixar a residência depois de pendurar as chuteiras.

 

Até porque é dever do atleta preservar a sua imagem, deixando os gramados, quando está em boa forma, deixar como dizemos no Brasil " por cima" evitando continuar a jogar, enganando a torcida, por já não ter mais condições físicas de desempenhar a atividade durante os 90 minutos, com a mesma intensidade e capacidade técnica. Não adianta passar de estrela do futebol, para ser um jogador de 20 ou 10 minutos, na esperança de achar uma bola e fazer um jogo ou dar um lançamento preciso, até porque isto exclui os jogadores de defesa, já que ninguém pensa em colocar um defensor com idade, para o final do jogo, por mais experiente que seja.

 

É a boa imagem, que vai continuar a fazer o atleta a ser chamado para eventos festivos, cobrando para participar destes, que vai garantir os convites para festas ou até mesmo ganhar um cafezinho na padaria. Por isso o atleta que se prepara para se aposentar, para fechar a sua carreira não vai jogar em um rival direto, neste final, a não ser que seja uma proposta financeira que seja irrecusável, para evitar que deixe de ser respeitado pela antiga torcida, sem que tenha tempo de cair nos amores da nova.

 

Fechar o ciclo com perfeição é para poucos, para aqueles que tiveram um planeamento de carreira, que sabiam onde queriam chegar e quando queriam parar, e esperamos que no futuro cada vez mais atletas tenham este planeamento, evitando que a história se repita de atletas que se aposentam e acabam por perder todo o património que guardaram.