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Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

 

 

Por Higor Maffei Bellini

Na realidade, nem parece que, no Brasil, futura sede da Copa do Mundo Feminina, o futebol feminino possui vida própria.

 

Aqui o futebol feminino, com as suas exceções que só confirmam a regra, o futebol feminino nos grandes clubes, assim entendidos como os que jogam a primeira divisão do masculino.

 

Só existe para cumprir a obrigação de licenciamento das equipes masculinas, para a disputa da série A do Campeonato Brasileiro ou da Libertadores. Quando o clube tem a sua equipe rebaixada masculina, vem o desmonte das femininas, veja o caso do Ceará e do Atlético Paranaense.

Tais desmontes deixam claro que o futebol feminino nunca existiu por seu mérito, para alguns clubes, mas por imposição das entidades que administram o futebol, seja a CBF ou a Comembol.

 

Fazer a Copa do Mundo em 2027, em um país onde o futebol feminino não é visto como nada, além de obrigação imposta para dar condição de jogo às equipes masculinas pelos clubes, é dizer, para eles, que o futebol feminino não precisa ser levado a sério, não precisa ser encarado como algo que merece e precisa ter vida própria.

 

E se for para ser visto como obrigação, assessoria dos times masculinos. O feminino deveria ao mesmo ser obrigatório no primeiro ano após a queda.

 

Pois só assim os clubes passaram a valorizar os times e a fazer contratos mais longos do que 10 meses, ou do que o período estimado, para a competição feminina.