A taça libertadores, na minha opnição, é muito mais complexa de ganhar que a Champions.
Por Higor Maffei Bellini
Não estou escrevendo sobre a diferenças taticas, técnicas ou financeiras existente entre as equipes que disputam uma ou outra competição. Até porque fala falar sobre isso eu deveria escrever um tratado analisando as escolas de futebol de cada continente, de cada pais e não chegaria a uma conclusão, o que estávamos falando neste texto são dos factores extra campo que existe na América do Sul, que tornam muito mais complexo jogar a competição e que não existem na Europa.
Sim, são duas competições que são reuniões dos maiores clubes da América do Sul e da Europa. Na disputa para ver qual equipe será a melhor do continente naquele ano. A ideia em ambas é a mesma, porém a execução desta se dá de formas diferentes em ambos os lados do Atlântico.
Está diferença vem das culturas locais, que levam as competições a terem um desenvolvimento diferente, partindo-se da mesma premissa: uma competição com as melhores equipes de cada países do ano anterior disputando para ver qual a melhor, mas cada qual a sua maneira e da sua forma.
Um dos aspectos que deixa claro esta dificuldade de se jogar a libertadores é que o continente europeu, Exceção a aqueles que estão do outro lado do canal da Mancha, se portam como uma unidade em questões de fronteira, o que faz com que o deslocamento interno das equipes e da própria torcida seja facilitado, sem questões de imigração para jogar ou assistir ao jogo. Já ao Sul do canal do Panamá ainda existem fronteiras, e apesar de em alguns países não se precisar de visto de entrada, ainda assim é necessário passar pelo controle de passaportes, que por menor que seja demanda prever que existirá a necessidade de se gastar tempo para fazer a imigração.
Outro factor ainda ligado a viagem é a questão da logística de transporte, com equipes que disputam a competição sul-americana localizada em cidades de dificílimo acesso, já que dispões de ligação directa por via aérea ou ferroviária com outros centros futebolísticos, fazendo com que o deslocamento até aquela cidade demande mais tempo e gastos do que acontece na competição Europeia, onde existe uma maior facilidade no transporte.
Outra dificuldade que não existe na Europa é a relativa a moeda, por ter a Europa a mesma moeda, exceção aos clubes ingleses, os times que disputam a Libertadores de América tem dificuldade de fazer o pagamento das taxas da competição, dos hotéis, ónibus e quaisquer outras despesas quando estão viajando para disputar a competição que é a de fazer o cambio de moedas para estes pagamentos, que podem ou encarecer a viagem ou então fazer com que o apesar de ficar mais baixo o valor da viagem, exiga a troca da moeda. Não é tudo que se pode pagar via cartão de credito ou débito, algumas coisas precisam ser pagar em efectivo no local.
E nada justifica obrigar uma equipe a não mandar o jogo no seu estádio, se nem mesmo o jogo em elevadas alturas, o que dificultada a adaptação da equipe visitante, que por vezes levam oxigénio para o estádio para poder ministrar aos seus jogadores, serve de justificativa para mudar a disputa de local, não é a dificuldade de logística que o será.
Outro factor externo é a instabilidade política que existe, infelizmente a muito tempo na América, que acarreta protestos e conflitos internos no países, fazendo com que o deslocamento até aquele fique complicado e afectando a segurança da delegação que ali se encontra (seja dentro do campo de jogo, seja no deslocamento até este) que é muito menor do outro lado do atlântico.
Por todos estes fatores fazer com que se conheça o campeeão, do continente sulamericano, é muito mais complexo do que o campeão europeu e isto não quer dizer que exista uma competição melhor que a outra, quer apenas dizer que os fatores que envolvem o jogo e a competição au Sul do Equador trazem complicações, que não existem ao norte.