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Direito, gestão e esportes

Direito, gestão e esportes

Por HigorMaffeiBellini

Neste texto compartilho a minha opinião, das razões pelas quais a Conmembol erra ao copiar o padrão europeu de final em jogo unido, em cidade pré definida. 

O primeiro erro é cultural se ignora que nós sul-americanos não somos europeus. Temos nossa própria forma de torce, de encarar uma partida de futebol de encarar a nossa relação com o clube, tanto que ao menos no Brasil não vejo a existência de Sads ou Safs para os grandes clubes, já que aqui a torcida se acha dona do clube, com direito a influenciar na direção e não permitirão que um dono, decida tudo sozinho, objetivando o lucro financeiro e não esportivo.

 

Na América do Sul gostamos de jogos em ida e volta, não gosto da expressão mata mata. Ter um único jogo tira metade da possibilidade de ter um bom jogo e de que o melhor vença ja que permite a um treinador medroso, sem capacidade técnica jogar fechado, sem propor o jogo, para jogar por uma boa. Perder ou ganhar o título em um chute que entra ou que saia do gol.

A partida única permite que o time do treinador limitado tecnicamente possa justificar jogar fechado. O que não acontece em dois jogos  sem gol qualificado, onde a equipe passa a ter a obrigação de sair para o jogo, na primeira partida fazer o resultado e na segunda para o reverter.

 

Tem ainda a questão da logística de transporte na Europa temos uma malha rodoviária boa e segura, o memso se diz da ferroviaria que permite as pessoas irem de um país a outro com facilidade até mesmos no dia do jogo. Sem se falar na malha aérea.

 

Já na América do Sul as distância podem ser maiores pela falta de ligações diretas e seguras entre as cidades, o que dificulta a um torcedor esperar a definição dos times que vão a final, para comprar as passagens, que algumas vezes são muito caras pela baixa oferta e elevada demanda que a final traz.

 

Ao brasileiro não é fácil voar para alguns cidades, como por exemplo Montevideu saindo de São Paulo ou Rio de Janeiro agora já que ficou extremamente caro e inviável. E por não haver malha ferroviária só resta a opção de ir de carro por estradas perigosas em matéria de roubos e acidentes 

 

Desta forma a Conmembol não deveria copiar a ideias da final única da Uefa. Posto que as reqlidades culturais e de transportes são diferentes. Bem como é diferente o poder financeiro já que para o sul-americanos gastar 200 dolares em um ingresso para uma partida, de futebol é praticamente impossível. Já que seria somado ainda o custo do deslocamento. 

E este custo aos irmãos europeus talvez não seja impeditivos em razão do câmbio como é para o sul-americanos