Por Higor Maffei Bellini
A crescente indignação dos torcedores, de diversos países, com os preços dos ingressos para a Copa do Mundo da FIFA 2026 é apenas mais um reflexo de um problema maior e persistente. Trata-se da elitização do futebol, que vem acontecendo em ritmo cada vez mais acelerado.
Como sempre afirmamos, a FIFA, ou qualquer outra entidade desportiva, precisa entender que quem faz o espetáculo acontecer é o público presente no estádio. Não aquele que acompanha (...)
Por Higor Maffei Bellini
A FIFA precisa, com urgência, compreender que o futebol mundial não vive uma realidade financeira homogênea e, sobretudo, que ela não é europeia.
A lógica econômica que sustenta clubes, ligas e torcedores na Europa simplesmente não se replica no restante do planeta. Ainda assim, a entidade máxima do futebol insiste em organizar o calendário global como se todos vivessem sob o mesmo câmbio, os mesmos salários e as mesmas condições de deslocamento.
Por Higor Maffei Bellini
Quando falamos sobre assistir a um jogo de futebol, ou qualquer outro esporte, ao vivo, o preço do bilhete costuma ser o foco principal da conversa.
Mas, na realidade, esse é apenas um dos elementos que compõem o custo total de viver a experiência no estádio. E, por vezes, os fatores que rodeiam a entrada, como transporte e alimentação, tornam a ida ao jogo inviável, mesmo para os mais apaixonados.
Posso falar por experiência própria: já deixei (...)
Por Higor Maffei Bellini
Os clubes esportivos, enquanto pessoas jurídicas, diferentemente das pessoas físicas, não enfrentam a realidade da morte ou da sucessão hereditária. Isso significa que, quando um clube adquire um imóvel próximo ao seu estádio, centro de treinamento ou sede social, esse bem tende a sair definitivamente do mercado, só retornando em situações excepcionais, como a extinção da entidade, a substituição por uma estrutura maior ou a dação em (...)
Por Higor Maffei Bellini
Esta pergunta, à primeira vista simples, pode ser a chave para compreender uma mudança profunda no futebol moderno: a ascensão das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) ou das SADs (Sociedades Anônimas Desportivas) e a crescente separação entre o "clube" e o "time".
Afinal, quando dizemos que torcemos para o clube, estamos a referir-nos a algo muito maior do que apenas os onze jogadores que entram em campo. Clube é estrutura, é história, é piscina, (...)
Por Higor Maffei Bellini
Com a popularização das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil e no mundo, muito se discute sobre os impactos dessas transformações no desempenho esportivo dos clubes. Pois se tem a impressão de que só sendo uma se manterá a competitividade.
No entanto, há uma questão que precisa ser analisada com mais atenção: quais são as verdadeiras intenções de quem compra uma SAF?
Nem sempre, para não falar raras vezes, o objetivo principal é (...)
Por Higor Maffei Bellini
A decisão do Real Madrid de transformar sua estrutura em uma Sociedade Anônima Desportiva (SAD) e vender apenas 10% das ações para um investidor externo representa um movimento raro, e extremamente estratégico, no cenário do futebol mundial.
Diferentemente do modelo predominante no Brasil, no qual os clubes costumam abrir mão do controle acionário da SAF em troca de capital imediato, o clube espanhol sinaliza que é possível captar recursos (...)
Por Higor Maffei Bellini
A música tem o poder de transformar ambientes, criar memórias e unir pessoas, mas, no futebol, ela também pode acender faíscas inesperadas. A mesma música tocada no momento errado, no lugar errado vira um desastre
O episódio do DJ do Beira-Rio, em 24 de novembro de 2025, que colocou para tocar “Desce pra BC”, com o Colorado em pleno risco de rebaixamento, é um exemplo claro de como a lógica do entretenimento comum não se aplica ao ambiente (...)
Por Higor Maffei Bellini
Perdemos o título. Ficamos com aquela sensação amarga de que algo podia ter sido diferente. E, como sempre, a indignação tomou conta de quem estava no estádio, das redes sociais, do nosso mundinho. Torcedores organizados ou não cobrando, protestando, pedindo mudanças no comando da equipe, a expulsão de jogadores não comprometidos do elenco. Mas será que isso ainda faz algum sentido?
Hoje vivemos uma nova realidade no mundo do futebol (...)
Por Higor Maffei Bellini
Durante muito tempo, ser presidente ou diretor de um clube de futebol era quase um ato de amor, uma paixão pelo jogo, pelo clube da terra ou até por uma carreira política ou empresarial com visibilidade. Mas, nos últimos anos, isso tem mudado e muito.
Hoje, cada vez mais vemos presidentes e diretores de clubes a tornarem-se donos ou sócios de Sociedades Anônimas do Futebol (as famosas SAFs). Por quê? Porque perceberam uma coisa simples: o futebol dá (...)